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Dicas de saúde

Baixa umidade relativa do ar exige cuidados especiais com a saúde

Baixa umidade relativa do ar exige cuidados especiais com a saúde

Não exposição ao sol e a umidificação dos ambientes podem amenizar os sintomas das principais doenças.

Idosos, crianças e pessoas com doenças respiratórias são os que mais sofrem nesta época do ano. A baixa umidade relativa do ar, combinada aos baixos índices pluviométricos, a relativa intensidade dos ventos e alta concentração de poluentes provoca o aumento de casos de complicações respiratórias. Em Rio Branco, nas unidades de pronto-atendimento, já é significativo o número de atendimentos relacionados ao aumento da concentração de fumaça. Cerca de 30% das consultas médicas têm relação com doenças respiratórias.

Dentre os principais sintomas estão a tosse seca, cansaço, ardor nos olhos, nariz e garganta e ainda falta de ar e respiração ofegante. Considerados como grupo de risco, as crianças, idosos e pessoas com doenças respiratórias e cardíacas, podem sentir os efeitos mais graves e apresentar riscos de manifestações das doenças.

De acordo com o Boletim dos Focos de Calor e Clima, divulgados diariamente pela Secretaria de Meio Ambiente, não há previsão de chuva para os próximos seis dias. Na capital, a umidade relativa do ar deve manter-se entre 20 e 60%, e nestes casos a recomendação é de que as pessoas evitem exercícios físicos ao livre nos horários de maior incidência de raios solares. E também a umidificação dos ambientes através de vaporizadores, toalhas molhadas, recipientes com água, além de ficar sempre que possível em locais protegidos do sol. Além dessas medidas é recomendável usar colírio de soro fisiológico ou água boricada para os olhos e narinas e beber muita água.

De acordo com a Organização Mundial de Saúde (OMS), índices de umidade relativa do ar menores que 30% caracterizam estado de atenção, entre 20% e 12% significam estado de alerta e abaixo dos 12% é considerado estado de alerta máximo.

Entre os dias 14 e 18 de agosto foram registrados no Acre 384 focos de calor. Os municípios com maior incidência de focos foram Feijó e Plácido de Castro. Estes dados são do sistema de monitoramento de focos de calor do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE).

O ar muito seco é prejudicial à saúde. O que fazer para aliviar os efeitos da secura?
Aqui estão algumas dicas:

- Beba mais água do que o normal, ou outros líquidos não alcoólicos

- Molhe a boca e narinas com água, várias vezes durante o dia (a parte interna das narinas pode ficar muito ressecada e o esforço de assoar o nariz pode causar o rompimento dos delicados vasos sanguíneos, o que gera sangramento)

- Atenção com os olhos porque também tendem a ficar ressecados. Molhe-os com água ou use colírios adequados.-Atenção especial com as crianças e pessoas idosas, não apenas com a situação de ar muito seco, mas com o calor e o sol em excesso.

- O uso de aparelhos umidificadores dentro de casa também aumenta os níveis de umidade no ambiente, deixando-os em padrões confortáveis para a saúde humana.

- Panos molhados nos cantos do ambiente interno ou bacias com água ajudam a aumentar a umidade do ar.

- O uso de cremes hidratantes no corpo ajuda a renovar a umidade da pele que também tende a ficar ressecada na situação de índices de umidade do ar muito baixos.

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